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  22/09/2011
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A disputa entre carros e motos é a grande protagonista da violência no trânsito londrinense

"É o ser humano que tem que mudar seu comportamento. Tem que pensar que ele, num veiculo, numa moto ou carro, tem que se preocupar com as outras pessoas que estão a sua volta, já que essas podem ser as maiores prejudicadas por uma ação irregular desse condutor de automóvel".

A disputa entre carros e motos é a grande protagonista da violência no trânsito londrinense


Acidentes entre motociclistas e condutores de automóveis lideram as ocorrências com vítimas em Londrina

22/09/2011 | 00:21 Bruna Komarchesqui

A disputa entre carros e motos é a grande protagonista da violência no trânsito londrinense. É o que mostram dados do SysBM do 3º Grupamento de Bombeiros, relativos a ocorrências em ruas, avenidas, estradas e rodovias estaduais e federais no município de Londrina. Dos 3.709 acidentes atendidos pelo Siate de primeiro de janeiro a 20 de setembro deste ano, os casos que envolvem esse tipo de veículo lideram, com 1.333 registros, o que equivale a cerca de 5 acidentes por dia, ou 1 acidente a cada 4 horas e meia.

O número pode não parecer significativo se comparado aos 1.243 registros no mesmo período do ano passado, mas o número de mortes decorrentes desse tipo de ocorrência dobrou. Até o momento, das 47 mortes contabilizadas no trânsito londrinense em 2011, oito foram geradas por colisões entre carros e motos, o que deixa esse tipo de acidente atrás apenas dos atropelamentos, que resultaram em 12 óbitos. No mesmo período do ano passado, 32 mortes haviam sido registradas, sendo quatro delas por acidentes entre carros e motos.Ricardo voou a 10 metros do local do acidente

O DJ Ricardo Alves Pereira, 40 anos, foi um dos 10 motociclistas que colidiram com um automóvel nas vias de Londrina, no dia 14 de junho do ano passado. Ele conta que foi atingido por um carro que atravessou a preferencial no cruzamento da Presidente Castelo Branco com a Voluntários da Pátria, no jardim Presidente (zona oeste). "O rapaz [motorista do carro] estava falando ao celular. Eu voei a 10 metros e meu capacete foi parar a uns 70 metros do local", recorda Pereira, que havia comprado a moto há apenas três meses para tentar superar o trauma de um acidente automobilístico anterior. Com uma sequela permanente no pé, que o impediu de trabalhar durante um ano, agora Pereira pretende voltar às pick-ups. "Estou com um parafuso no pé que incomoda bastante. Faz um ano que não toco por conta disso, porque fico a noite toda em pé e não dá para trabalhar sentado. Agora estou experimentando uns sapatos, procurando o que melhor se adapta", comenta. Apesar de garantir que não está traumatizado com motocicletas, Pereira preferiu comprar um carro. "Quem sabe um dia adquiro uma moto de novo."
Facilidades e economia tornam motocicleta atrativa

Na concessionária de Londrina, a motocicleta mais vendida é a CG 125 FAN KS da Honda, que custa R$ 5.600. O valor pode ser parcelado em até 50 vezes sem entrada, com a primeira prestação para 30 dias. "Percebemos que ela é a preferida entre aqueles que procuram a primeira moto. Alguns querem se livrar do transporte público e compram para trabalhar, mas também vendemos muito para empresas", explica o gerente comercial da Blokton Antonio Marcos Grigonis. Outro atrativo das motocicletas é a economia de combustível, o que as torna um transporte, por vezes, mais barato que o ônibus. "Essa moto faz de 35 a 40 quilômetros com um litro de gasolina. É muito econômica", completa Grigonis. De acordo com a gerente da Kallas Moto, Luana Kallas, o mercado de motocicletas está aquecido e o perfil do consumidor é bastante variado. "Vendemos para todas as faixas etárias, mas o que mais sai é de 18 a 35 anos. Os de 18 geralmente são aqueles que acabaram de tirar a habilitação."

Segundo dados do Detran, até agosto deste ano 177.903 carros circulavam nas ruas de Londrina, contra 52.684 motocicletas. O crescimento em relação ao ano passado é parecido nas duas categorias: as motos saltaram 6,88% enquanto os carros aumentaram 6,69%. De acordo com a Companhia de Trânsito, nas 267 operações realizadas em 2011, 865 carros e 2.379 motos foram apreendidos.

O especialista em trânsito Luiz Miura explica que o duelo entre motos e carros acontece em todas as grandes cidades e é decorrente de fatores como a facilidade de se adquirir uma motocicleta, em contraposição à falta de noção de alguns condutores. "No dia a dia é comum achar motoqueiros abusados, agressivos. E a reação dos motoristas, por raiva, muitas vezes é física, com "fechadas" ou "totós". E o dano é muito forte. Em relação à moto, um erro é fatal", completa.

Miura detalha que uma motocicleta a 60km/h se desloca 16 metros em um segundo, enquanto a 70km/h essa distância sobe para 20 metros, o que em caso de acidente pode causar danos irreversíveis ao condutor. Para o especialista, a situação está assim também por omissão do poder público. "A fiscalização não é efetiva. Deveria haver medidas extremamente rígidas para proteger o condutor, impedindo que ele circule entre carros, por exemplo. A fiscalização também se omite quanto ao uso de salto altos e a ausência de viseiras", defende.


Mais atenção
O comandante da Companhia de Polícia de Trânsito (Ciatran) de Londrina, Mário Celso de Andrade, acredita que o número de acidentes seria menor se os motoristas fossem mais defensivos e prestassem atenção ao que a via pública indica. "Nós vemos o absurdo que são esses acidentes. A via pública mostra que o condutor está chegando a um perigo, e ele, deliberadamente, acaba se acidentando e perdendo a vida de uma forma tão fácil. Além de não respeitar o que a via mostra, não tem o instinto de preservação inerente ao ser humano", avalia.

Andrade afirma que a Ciatran tem aumentando as operações na tentativa de conscientizar os motoristas, mas ressalta que a função da polícia não é autuar e sim salvar vidas. De acordo com ele, as pessoas têm o hábito de ser educadas durante as blitzes, mas depois que passam "dão uma acelerada no veículo e vão embora". "É o ser humano que tem que mudar seu comportamento. Tem que pensar que ele, num veiculo, numa moto ou carro, tem que se preocupar com as outras pessoas que estão a sua volta, já que essas podem ser as maiores prejudicadas por uma ação irregular desse condutor de automóvel".
Mortes dobraram no 1º semestre

O número de mortes no trânsito londrinense neste primeiro semestre dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de 22 para 41 óbitos. De primeiro de janeiro a 20 de setembro deste ano, foram 47 mortes, o que representa 47% a mais do que as 32 registradas no mesmo intervalo de 2010. Os números, entretanto, não revelam o total de mortos, uma vez que as estatísticas apenas englobam mortes no local do acidente ou durante atendimento, e não os casos em que o óbito ocorre no hospital, o que ampliaria os dados em cerca de 20%. O coordenador regional do Siate, capitão Wilson Paulino, diz não saber explicar o aumento nas mortes que, segundo ele, não acompanha a média dos últimos anos. No primeiro semestre de 2008, foram registradas 28 mortes no trânsito e no mesmo período de 2009, 19. "Esse dado não acompanha o crescimento no número de veículos, nem no de acidentes. As mortes resultam de grandes impactos, que estão diretamente relacionados à velocidade", avalia.
  Autor:   jl


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